Dr. Paulo Henrique Araujo

“Ajudar o paciente a voltar a fazer o que gosta é a minha maior recompensa.” Por isso, Dr. Paulo Henrique Araujo não se cansa de desenvolver conhecimento médico. Sua história profissional é um exemplo de dedicação à ortopedia e à cirurgia de joelho, aprimorando-se em instituição de renome internacional, como a Universidade de São Paulo (USP), pela qual se formou, se especializou e concluiu seu doutorado, e a Universidade de Pittsburgh, referência mundial em medicina esportiva onde realizou vários estudos científico.

 

DRpaulo

Dr. Paulo Henrique Araujo começou sua história com a medicina na Universidade de São Paulo (USP), mais precisamente na tradicional Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP), um dos principais centros de conhecimento médico do País, com destaque especial para a ortopedia. Sua busca natural por conhecimento, contudo, e a paixão que sempre nutriu pelo esporte o levaram a outros grandes centros de Medicina, como Lyon, na França, e Nova York e Pittsburgh, nos Estados Unidos (EUA), onde fez extensão (fellowship) com um dos principais nomes da ortopedia e da cirurgia do joelho no mundo, o sino-americano professor-doutor Freddie Fu.

“Meu desempenho como fellow e assistente direto do Dr. Fu permitiu a publicação de vários artigos científicos nas revistas mais relevantes do mundo e, também, o convívio com grandes nomes da cirurgia do joelho. Meu doutorado foi realizado a partir de algumas destas publicações científicas.” Dr. Paulo, hoje, é um dos principais nomes da ortopedia especializada em joelho de Brasília e ele não tem dúvida que sua jornada profissional, movida a muito conhecimento e trabalho, justifica o status profissional que alcançou, tendo sido coordenador de ortopedia da Rede D’Or São Luiz no Distrito Federal e, atualmente, ocupando o mesmo cargo, mas na unidade do Hospital Sírio Libanês em Brasília, a única fora de São Paulo (SP).

Foi também por meio de seu currículo que Dr. Paulo Henrique Araujo foi escolhido como representante da América Latina no 1º Travelling Fellowship do ISAKOS (Sociedade Mundial de Cirurgia do Joelho e Artroscopia). “A organização do evento selecionou apenas um cirurgião, com até 45 anos, de cada continente para este prêmio. Tive a honra de ser o cirurgião escolhido na América Latina no ano de inauguração [2019] do Travelling Fellowship do ISAKOS.”

 A história do Dr. Paulo com a Medicina começou tímida, fruto de uma escolha muito mais pragmática do que passional. “A escolha pela carreira médica foi a maneira que encontrei de combinar duas disciplinas de que gostava bastante no ensino médio: Biologia e Química.”

“Dr. Paulo, hoje, é um dos principais nomes da ortopedia especializada em joelho de Brasília. Sua jornada profissional, movida a muito conhecimento e trabalho, justifica o status que alcançou, tendo sido coordenador de ortopedia da Rede D’Or São Luiz e, atualmente, ocupando o mesmo cargo, mas na unidade do Hospital Sírio Libanês em Brasília.”

“Ao se envolver com a atlética da faculdade, a ortopedia, naturalmente, pronunciou-se como opção consistente para o seu futuro na Medicina. ‘A ortopedia é uma especialidade muito próxima ao esporte. Além disso, a atlética promovia o Encontro AAARL de Medicina Esportiva a cada dois anos. Sempre participei da organização do evento enquanto era aluno’.”

ESPORTE E MEDICINA

Apesar do gosto especial por essas matérias, seu desempenho escolar sempre foi bom em todas as disciplinas, o que possibilitou a sua aprovação num dos vestibulares mais concorridos do Brasil, como o de Medicina da USP. A convicção de que fizera a escolha certa não viria logo nos primeiros meses nem nos primeiros anos. Viria mais adiante, quando a relação entre Medicina e uma paixão de infância, o esporte, ficou mais evidente aos seus olhos.

 “Sempre gostei e pratiquei esportes. Nasci em Campinas [SP], sou torcedor da Ponte Preta e costumava ir aos jogos sempre que podia. Treinei vôlei por alguns anos antes da faculdade em clubes da cidade e joguei futebol nos times das escolas que estudei. Tive bastante destaque como goleiro durante o colegial, mas não quis seguir carreira, porque abandonar os estudos não me parecia uma decisão inteligente, já que ia muito bem na escola.”

 Esse histórico, naturalmente, o aproximou do esporte também na faculdade e essa aproximação cumpriu papel fundamental para que sua escolha pela Medicina começasse a ir além da facilidade e do gosto que nutria pela Biologia e pela Química. “No 3º ano de faculdade, em 1995, tornei-me presidente da Associação Atlética Acadêmica Rocha Lima (AAARL) da FMRP.”

 A essa altura, a ortopedia já se pronunciava como opção mais consistente e sua escolha pela Medicina, três anos antes, fazia mais sentido. “A ortopedia é uma especialidade muito próxima ao esporte. Além disso, a atlética promovia o Encontro AAARL de Medicina Esportiva a cada dois anos. Sempre participei da organização do evento enquanto era aluno. Tínhamos o privilégio de conhecer e conviver com grandes nomes nacionais da medicina esportiva e ortopedia ligada ao esporte por ocasião dos ‘Encontros’.”

A CIRURGIA DE JOELHO

Paulo explica que, no final do 5º ano de faculdade, em 1997, a grade curricular da FMRP previa estágio de um mês em algum setor da faculdade que o aluno escolhesse. Era o chamado “estágio optativo”. “Procurei o chefe da comissão de graduação da época no meio do ano, o Prof. Troncon, para pedir permissão para cumprir o estágio no exterior, algo que, pelo as informações que tenho, nunca havia acontecido na faculdade. Ele autorizou.”

 Apesar da autorização, Paulo precisava encontrar um lugar no exterior para fazer seu estágio. “Procurei o chefe do departamento de ortopedia da FMRP, Prof. Barbieri, e perguntei a ele se o nosso departamento tinha algum convênio com faculdades nos EUA. Ele me disse que não havia convênio, mas que tinha muita proximidade com o chefe do departamento de ortopedia da Universidade de Pittsburgh que, assim como ele, era cirurgião de mão.”

 Dr. Paulo conta que ele e o Prof. Barbieri escreveram uma carta — “à mão mesmo, pois e-mail ainda era embrionário naquela época” — ao Prof. Herndon, solicitando o estágio de dois meses em seu departamento, em Pittsburgh. “O estágio optativo era de um mês apenas, mas minha ideia era juntar o período oficial de estágio e minhas férias para que pudesse ficar mais tempo por lá. Alguns meses depois da solicitação do estágio, a secretária do departamento me liga dizendo que recebeu uma carta em meu nome. Era a aprovação do estágio!”

 

Sem muitas informações sobre quais seriam suas atividades nos EUA, Paulo embarcou. “Ao me apresentar ao Prof. Herndon, ele me perguntou o que eu queria fazer. Falei que queria estar próximo da medicina esportiva. Foi então que ele me apresentou ao Dr. Freddie Fu e ao Dr. Christopher Harner, que tocavam a medicina esportiva e cirurgia de joelho na Universidade de Pittsburgh.” Após dois meses de estágio em cirurgia de joelho nos EUA, Paulo estava decidido a se tornar ortopedista especialista em cirurgia de joelho.

 Durante o breve, mas marcante e decisivo período de sua primeira passagem pelos EUA, em 1997, Paulo viu Dr. Freddie Fu assumir a chefia do departamento de ortopedia, substituindo Dr. James Herndon, que estava indo para Harvard, onde, até hoje, trabalha. De volta ao Brasil, Paulo se formou em 1998. “Fui para o exército em 1999 e iniciei minha residência de ortopedia em fevereiro de 2000, finalizando-a em janeiro de 2003. De fevereiro de 2003 a janeiro de 2004, fiz minha especialização em cirurgia do joelho. Toda minha formação foi na FMRP-USP.”

 Com a bagagem de uma das principais escolas de ortopedia do país e com estágio em uma das principais escolas de ortopedia esportiva dos EUA, onde teve a chance de acompanhar e trabalhar com dois dos cientistas e cirurgiões de joelho mais respeitados do cenário mundial, Dr. Freddie Fu e Dr. Christopher Harner , Dr. Paulo decidiu, recém-formado, em 2004, ir para Brasília, em busca do promissor mercado da capital federal.

 “Sem conhecer ninguém da ortopedia local”, ele abriu seu consultório e começou a escrever sua história como médico, projetando seu nome na cidade. Apesar da juventude, seu currículo já se destacava, ao que se somava uma natural capacidade de atender atenciosamente ao público e um rigor médico que agradavam e conquistavam a confiança dos pacientes.

“Após dois meses de estágio em cirurgia de joelho nos EUA, Paulo estava decidido a se tornar ortopedista especialista em cirurgia de joelho.”

“Dr. Paulo, já bem estabelecido no mercado de Brasília, sente-se inquieto e desejoso de ganhar ainda mais proeminência. ‘Procurei, então, o Prof. Maurício Kfuri, da FMRP-USP, para me aconselhar. Ele me disse para sair para uma experiência de longo prazo em algum centro de relevância no exterior e a me titular com um doutorado’.”

POR MAIS CONHECIMENTO

Como é comum aos profissionais de fato envolvidos com suas áreas de atividade, em 2009, Dr. Paulo, já bem estabelecido no mercado de ortopedistas de Brasília, sente-se inquieto e desejoso de ganhar ainda mais proeminência e, claro, de aprender mais. “Procurei, então, o Prof. Maurício Kfuri, da FMRP-USP, para me aconselhar. Ele me disse para sair para uma experiência de longo prazo em algum centro de relevância no exterior e a me titular com um doutorado.”

Na época, Dr. Paulo ainda exercia a especialidade de trauma ortopédico, além de cirurgia de joelho. “Decidi me inscrever no programa de estágio de dois meses da AO Foundation [fundação sem fins lucrativos, dedicada a promover o cuidado dos pacientes vítimas de trauma ortopédico e suas sequelas] e fui selecionado para cumprir o estágio no Hospital for Special Surgery [HSS], uma das mais respeitadas instituições ortopédicas do mundo, que fica em New York City [NYC], nos EUA.”

Já que estaria fora do País por dois meses para o estágio em trauma ortopédico no HSS, Dr. Paulo pensou em tentar algum outro estágio também nos EUA, em sua outra especialidade: a cirurgia de joelho. “Pedi, mais uma vez, que o Prof. Kfuri me ajudasse a conseguir um estágio nos EUA em cirurgia de joelho. Meu estágio no HSS começaria em 3 de maio de 2010 e esse pedido foi feito em meados de março.”

Coincidentemente, sem que Dr. Paulo tivesse pedido, Dr. Kfuri enviou um e-mail para o Dr. Freddie Fu, médico de várias personalidades do esporte e, mais recentemente, também do astro do futebol Zlatan Ibrahimovic, pedindo um fellowship de curto prazo em Pittsburgh. “No e-mail, o Prof. Kfuri citou que eu queria participar de pesquisas científicas na área de cirurgia de joelho e medicina esportiva.” Dr. Fu respondeu prontamente dizendo que receberia o velho conhecido. Porém, observou que, para fazer alguma pesquisa, a permanência mínima deveria ser de ao menos 6 meses. Seria ainda melhor se fosse de um ano. “Liguei para minha mulher e decidimos ficar um ano em Pittsburgh, além dos dois meses em NYC.”

A MAIOR RECOMPENSA

Em fevereiro de 2012, Dr. Paulo deixou Pittsburgh e voltou a Brasília em outro patamar, circulando e sendo relevante nas rodas mais respeitadas da cirurgia de joelho do Brasil e do mundo. “Minha vida pessoal e profissional foi dividida em antes e depois de Pittsburgh. Tenho amigos em várias partes do mundo que revejo em viagens e congressos. Talvez essa seja a herança mais preciosa do meu período em Pittsburgh, mais preciosa ainda que minhas conquistas profissionais.

Vale a pena dizer que, após meu período em Pittsburgh, decidi seguir apenas com a especialidade de cirurgia de joelho e abandonei o trauma ortopédico.”

 Ao publicar vários artigos científicos nas revistas mais relevantes do mundo, Dr. Paulo desenvolveu boa parte do material que usaria em seu doutorado, que faria pela própria FMRP-USP, sob a orientação de Dr. Mauricio Kfuri.

 Aliás, as orientações do prof. Kfuri, não apenas no aspecto técnico, mas também em termos de estratégia de carreira, já tinham se mostrado preciosas. Em grande medida, os conselhos de Dr. Kfuri contribuíram para que Dr. Paulo conquistasse o respeito dos seus pares e sucesso em Brasília, chegando a postos como a Coordenação da ortopedia da Rede D’Or São Luiz na cidade, função que desempenhou de 2016 a 2018, e do Hospital Sírio Libanês, também de Brasília, função que ocupa atualmente. “Além de tudo isso, graças o meu currículo, fui escolhido como representante da América Latina no 1º Travelling Fellowship do ISAKOS.”

Antes, contudo, em 2016, Dr. Paulo agregaria ao seu já bastante respeitável currículo à época, um estágio de dois meses em outra importantíssima escola de cirurgia de joelho do mundo: a Lyon School of Knee Surgery. “Esse estágio foi fruto do programa ‘Joelho Sem Fronteira’, criado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia de Joelho (SBCJ) em 2015. Fui selecionado na primeira rodada para cumprir o estágio em fevereiro e março de 2016. Acompanhei os cirurgiões Bertrand Sonnery-Cottet, David Dejour, Michel Bonnin e Philippe Neyret.”

 Apesar de todas essas conquistas, o aspecto mais valioso do aprendizado obtido ao longo de todos esses anos de Medicina em Ribeirão Preto, Nova York, Pittsburgh, Lyon e Brasília é, segundo Dr. Paulo, a possibilidade de ajudar a devolver a seus pacientes condição de fazerem o que amam. “É uma grande satisfação vê-los retornar à prática esportiva, seja competitiva ou recreacional, vê-los recuperar a qualidade de vida, sem dores.”

 

“O aspecto mais valioso do aprendizado obtido ao longo de todos esses anos de Medicina em Ribeirão Preto, Nova York, Pittsburgh e Brasília é, segundo Dr. Paulo, a possibilidade de ajudar a devolver a seus pacientes condição de fazerem o que amam. ‘É uma grande satisfação vê-los retornar à prática esportiva, seja competitiva ou recreacional, vê-los recuperar a qualidade de vida, sem dores’.”

“Dr. Paulo, hoje, é um dos principais nomes da ortopedia especializada em joelho de Brasília. Sua jornada profissional, movida a muito conhecimento e trabalho, justifica o status que alcançou, tendo sido coordenador de ortopedia da Rede D’Or São Luiz e, atualmente, ocupando o mesmo cargo, mas na unidade do Hospital Sírio Libanês em Brasília.”

Dr. Paulo Henrique Araujo começou sua história com a medicina na Universidade de São Paulo (USP), mais precisamente na tradicional Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP), um dos principais centros de conhecimento médico do País, com destaque especial para a ortopedia. Sua busca natural por conhecimento, contudo, e a paixão que sempre nutriu pelo esporte o levaram a outros grandes centros de Medicina, como Lyon, na França, e Nova York e Pittsburgh, nos Estados Unidos (EUA), onde fez extensão (fellowship) com um dos principais nomes da ortopedia e da cirurgia do joelho no mundo, o sino-americano professor-doutor Freddie Fu.

“Meu desempenho como fellow e assistente direto do Dr. Fu permitiu a publicação de vários artigos científicos nas revistas mais relevantes do mundo e, também, o convívio com grandes nomes da cirurgia do joelho. Meu doutorado foi realizado a partir de algumas destas publicações científicas.” Dr. Paulo, hoje, é um dos principais nomes da ortopedia especializada em joelho de Brasília e ele não tem dúvida que sua jornada profissional, movida a muito conhecimento e trabalho, justifica o status profissional que alcançou, tendo sido coordenador de ortopedia da Rede D’Or São Luiz no Distrito Federal e, atualmente, ocupando o mesmo cargo, mas na unidade do Hospital Sírio Libanês em Brasília, a única fora de São Paulo (SP).

Foi também por meio de seu currículo que Dr. Paulo Henrique Araujo foi escolhido como representante da América Latina no 1º Travelling Fellowship do ISAKOS (Sociedade Mundial de Cirurgia do Joelho e Artroscopia). “A organização do evento selecionou apenas um cirurgião, com até 45 anos, de cada continente para este prêmio. Tive a honra de ser o cirurgião escolhido na América Latina no ano de inauguração [2019] do Travelling Fellowship do ISAKOS.”

 A história do Dr. Paulo com a Medicina começou tímida, fruto de uma escolha muito mais pragmática do que passional. “A escolha pela carreira médica foi a maneira que encontrei de combinar duas disciplinas de que gostava bastante no ensino médio: Biologia e Química.”

“Ao se envolver com a atlética da faculdade, a ortopedia, naturalmente, pronunciou-se como opção consistente para o seu futuro na Medicina. ‘A ortopedia é uma especialidade muito próxima ao esporte. Além disso, a atlética promovia o Encontro AAARL de Medicina Esportiva a cada dois anos. Sempre participei da organização do evento enquanto era aluno’.”

ESPORTE E MEDICINA

Apesar do gosto especial por essas matérias, seu desempenho escolar sempre foi bom em todas as disciplinas, o que possibilitou a sua aprovação num dos vestibulares mais concorridos do Brasil, como o de Medicina da USP. A convicção de que fizera a escolha certa não viria logo nos primeiros meses nem nos primeiros anos. Viria mais adiante, quando a relação entre Medicina e uma paixão de infância, o esporte, ficou mais evidente aos seus olhos.

 “Sempre gostei e pratiquei esportes. Nasci em Campinas [SP], sou torcedor da Ponte Preta e costumava ir aos jogos sempre que podia. Treinei vôlei por alguns anos antes da faculdade em clubes da cidade e joguei futebol nos times das escolas que estudei. Tive bastante destaque como goleiro durante o colegial, mas não quis seguir carreira, porque abandonar os estudos não me parecia uma decisão inteligente, já que ia muito bem na escola.”

 Esse histórico, naturalmente, o aproximou do esporte também na faculdade e essa aproximação cumpriu papel fundamental para que sua escolha pela Medicina começasse a ir além da facilidade e do gosto que nutria pela Biologia e pela Química. “No 3º ano de faculdade, em 1995, tornei-me presidente da Associação Atlética Acadêmica Rocha Lima (AAARL) da FMRP.”

 A essa altura, a ortopedia já se pronunciava como opção mais consistente e sua escolha pela Medicina, três anos antes, fazia mais sentido. “A ortopedia é uma especialidade muito próxima ao esporte. Além disso, a atlética promovia o Encontro AAARL de Medicina Esportiva a cada dois anos. Sempre participei da organização do evento enquanto era aluno. Tínhamos o privilégio de conhecer e conviver com grandes nomes nacionais da medicina esportiva e ortopedia ligada ao esporte por ocasião dos ‘Encontros’.”

“Após dois meses de estágio em cirurgia de joelho nos EUA, Paulo estava decidido a se tornar ortopedista especialista em cirurgia de joelho.”

A CIRURGIA DE JOELHO

Paulo explica que, no final do 5º ano de faculdade, em 1997, a grade curricular da FMRP previa estágio de um mês em algum setor da faculdade que o aluno escolhesse. Era o chamado “estágio optativo”. “Procurei o chefe da comissão de graduação da época no meio do ano, o Prof. Troncon, para pedir permissão para cumprir o estágio no exterior, algo que, pelo as informações que tenho, nunca havia acontecido na faculdade. Ele autorizou.”

 Apesar da autorização, Paulo precisava encontrar um lugar no exterior para fazer seu estágio. “Procurei o chefe do departamento de ortopedia da FMRP, Prof. Barbieri, e perguntei a ele se o nosso departamento tinha algum convênio com faculdades nos EUA. Ele me disse que não havia convênio, mas que tinha muita proximidade com o chefe do departamento de ortopedia da Universidade de Pittsburgh que, assim como ele, era cirurgião de mão.”

 Dr. Paulo conta que ele e o Prof. Barbieri escreveram uma carta — “à mão mesmo, pois e-mail ainda era embrionário naquela época” — ao Prof. Herndon, solicitando o estágio de dois meses em seu departamento, em Pittsburgh. “O estágio optativo era de um mês apenas, mas minha ideia era juntar o período oficial de estágio e minhas férias para que pudesse ficar mais tempo por lá. Alguns meses depois da solicitação do estágio, a secretária do departamento me liga dizendo que recebeu uma carta em meu nome. Era a aprovação do estágio!”

 

Sem muitas informações sobre quais seriam suas atividades nos EUA, Paulo embarcou. “Ao me apresentar ao Prof. Herndon, ele me perguntou o que eu queria fazer. Falei que queria estar próximo da medicina esportiva. Foi então que ele me apresentou ao Dr. Freddie Fu e ao Dr. Christopher Harner, que tocavam a medicina esportiva e cirurgia de joelho na Universidade de Pittsburgh.” Após dois meses de estágio em cirurgia de joelho nos EUA, Paulo estava decidido a se tornar ortopedista especialista em cirurgia de joelho.

 Durante o breve, mas marcante e decisivo período de sua primeira passagem pelos EUA, em 1997, Paulo viu Dr. Freddie Fu assumir a chefia do departamento de ortopedia, substituindo Dr. James Herndon, que estava indo para Harvard, onde, até hoje, trabalha. De volta ao Brasil, Paulo se formou em 1998. “Fui para o exército em 1999 e iniciei minha residência de ortopedia em fevereiro de 2000, finalizando-a em janeiro de 2003. De fevereiro de 2003 a janeiro de 2004, fiz minha especialização em cirurgia do joelho. Toda minha formação foi na FMRP-USP.”

 Com a bagagem de uma das principais escolas de ortopedia do país e com estágio em uma das principais escolas de ortopedia esportiva dos EUA, onde teve a chance de acompanhar e trabalhar com dois dos cientistas e cirurgiões de joelho mais respeitados do cenário mundial, Dr. Freddie Fu e Dr. Christopher Harner , Dr. Paulo decidiu, recém-formado, em 2004, ir para Brasília, em busca do promissor mercado da capital federal.

 “Sem conhecer ninguém da ortopedia local”, ele abriu seu consultório e começou a escrever sua história como médico, projetando seu nome na cidade. Apesar da juventude, seu currículo já se destacava, ao que se somava uma natural capacidade de atender atenciosamente ao público e um rigor médico que agradavam e conquistavam a confiança dos pacientes.

“Dr. Paulo, já bem estabelecido no mercado de Brasília, sente-se inquieto e desejoso de ganhar ainda mais proeminência. ‘Procurei, então, o Prof. Maurício Kfuri, da FMRP-USP, para me aconselhar. Ele me disse para sair para uma experiência de longo prazo em algum centro de relevância no exterior e a me titular com um doutorado’.”

POR MAIS CONHECIMENTO

Como é comum aos profissionais de fato envolvidos com suas áreas de atividade, em 2009, Dr. Paulo, já bem estabelecido no mercado de ortopedistas de Brasília, sente-se inquieto e desejoso de ganhar ainda mais proeminência e, claro, de aprender mais. “Procurei, então, o Prof. Maurício Kfuri, da FMRP-USP, para me aconselhar. Ele me disse para sair para uma experiência de longo prazo em algum centro de relevância no exterior e a me titular com um doutorado.”

Na época, Dr. Paulo ainda exercia a especialidade de trauma ortopédico, além de cirurgia de joelho. “Decidi me inscrever no programa de estágio de dois meses da AO Foundation [fundação sem fins lucrativos, dedicada a promover o cuidado dos pacientes vítimas de trauma ortopédico e suas sequelas] e fui selecionado para cumprir o estágio no Hospital for Special Surgery [HSS], uma das mais respeitadas instituições ortopédicas do mundo, que fica em New York City [NYC], nos EUA.”

Já que estaria fora do País por dois meses para o estágio em trauma ortopédico no HSS, Dr. Paulo pensou em tentar algum outro estágio também nos EUA, em sua outra especialidade: a cirurgia de joelho. “Pedi, mais uma vez, que o Prof. Kfuri me ajudasse a conseguir um estágio nos EUA em cirurgia de joelho. Meu estágio no HSS começaria em 3 de maio de 2010 e esse pedido foi feito em meados de março.”

Coincidentemente, sem que Dr. Paulo tivesse pedido, Dr. Kfuri enviou um e-mail para o Dr. Freddie Fu, médico de várias personalidades do esporte e, mais recentemente, também do astro do futebol Zlatan Ibrahimovic, pedindo um fellowship de curto prazo em Pittsburgh. “No e-mail, o Prof. Kfuri citou que eu queria participar de pesquisas científicas na área de cirurgia de joelho e medicina esportiva.” Dr. Fu respondeu prontamente dizendo que receberia o velho conhecido. Porém, observou que, para fazer alguma pesquisa, a permanência mínima deveria ser de ao menos 6 meses. Seria ainda melhor se fosse de um ano. “Liguei para minha mulher e decidimos ficar um ano em Pittsburgh, além dos dois meses em NYC.”

“O aspecto mais valioso do aprendizado obtido ao longo de todos esses anos de Medicina em Ribeirão Preto, Nova York, Pittsburgh e Brasília é, segundo Dr. Paulo, a possibilidade de ajudar a devolver a seus pacientes condição de fazerem o que amam. ‘É uma grande satisfação vê-los retornar à prática esportiva, seja competitiva ou recreacional, vê-los recuperar a qualidade de vida, sem dores’.”

A MAIOR RECOMPENSA

Em fevereiro de 2012, Dr. Paulo deixou Pittsburgh e voltou a Brasília em outro patamar, circulando e sendo relevante nas rodas mais respeitadas da cirurgia de joelho do Brasil e do mundo. “Minha vida pessoal e profissional foi dividida em antes e depois de Pittsburgh. Tenho amigos em várias partes do mundo que revejo em viagens e congressos. Talvez essa seja a herança mais preciosa do meu período em Pittsburgh, mais preciosa ainda que minhas conquistas profissionais.

Vale a pena dizer que, após meu período em Pittsburgh, decidi seguir apenas com a especialidade de cirurgia de joelho e abandonei o trauma ortopédico.”

 Ao publicar vários artigos científicos nas revistas mais relevantes do mundo, Dr. Paulo desenvolveu boa parte do material que usaria em seu doutorado, que faria pela própria FMRP-USP, sob a orientação de Dr. Mauricio Kfuri.

 Aliás, as orientações do prof. Kfuri, não apenas no aspecto técnico, mas também em termos de estratégia de carreira, já tinham se mostrado preciosas. Em grande medida, os conselhos de Dr. Kfuri contribuíram para que Dr. Paulo conquistasse o respeito dos seus pares e sucesso em Brasília, chegando a postos como a Coordenação da ortopedia da Rede D’Or São Luiz na cidade, função que desempenhou de 2016 a 2018, e do Hospital Sírio Libanês, também de Brasília, função que ocupa atualmente. “Além de tudo isso, graças o meu currículo, fui escolhido como representante da América Latina no 1º Travelling Fellowship do ISAKOS.”

Antes, contudo, em 2016, Dr. Paulo agregaria ao seu já bastante respeitável currículo à época, um estágio de dois meses em outra importantíssima escola de cirurgia de joelho do mundo: a Lyon School of Knee Surgery. “Esse estágio foi fruto do programa ‘Joelho Sem Fronteira’, criado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia de Joelho (SBCJ) em 2015. Fui selecionado na primeira rodada para cumprir o estágio em fevereiro e março de 2016. Acompanhei os cirurgiões Bertrand Sonnery-Cottet, David Dejour, Michel Bonnin e Philippe Neyret.”

 Apesar de todas essas conquistas, o aspecto mais valioso do aprendizado obtido ao longo de todos esses anos de Medicina em Ribeirão Preto, Nova York, Pittsburgh, Lyon e Brasília é, segundo Dr. Paulo, a possibilidade de ajudar a devolver a seus pacientes condição de fazerem o que amam. “É uma grande satisfação vê-los retornar à prática esportiva, seja competitiva ou recreacional, vê-los recuperar a qualidade de vida, sem dores.”