Medicina Esportiva

Sem Abrir mão do Rigor Científico

“Ver um atleta de ponta retornar ao esporte e ganhar competições é muito recompensador, mas não mais do que devolver a alguém a alegria de poder fazer o que gosta, mesmo que de forma amadora”,

Dr. Paulo Henrique Araujo.

 

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“A ortopedia tem uma relação natural com o esporte, em razão do desgaste e dos traumas associadas à prática esportiva. Especificamente no meu caso, o gosto que sempre tive por inúmeras modalidades esportivas, não apenas como espectador, mas como praticante, contribuiu diretamente para que eu escolhesse me especializar em ortopedia”, explica Dr. Paulo Henrique Araujo. Segundo ele, a possibilidade de combinar medicina e esporte ficou mais clara, aos seus olhos, no período em que presidiu a Associação Atlética Acadêmica Rocha Lima (AAARL) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP) em 1995.

Assim, quando teve a oportunidade de estagiar no exterior, não teve dúvida: procurou algo relacionado à medicina esportiva. Dessa forma, passou um bom período vivendo, estudando, aprendendo e trabalhando em um dos principais centros de medicina esportiva do mundo, a Universidade de Pittsburgh (Pitt) e sob a orientação de um dos maiores nomes da cirurgia de joelho do planeta, Dr. Freddie Fu, médico sino-americano que cuida do joelho do astro do futebol mundial Zlatan Ibrahimovic. Dr. Paulo foi assistente direto do Dr. Fu e participou da produção de vários estudos e artigos científicos sobre cirurgia do joelho.

“As pesquisas em medicina esportiva são fomentadas pela necessidade de desempenho dos atletas de alta performance. A indústria do mundo esportivo acaba por pressionar e, eventualmente, financiar pesquisas que podem levar a tratamentos mais eficazes para as diversas lesões do esporte. O resultado destas pesquisas é frequentemente extrapolado para a medicina não esportiva também, favorecendo as pessoas em geral”, explica Dr. Paulo que, além da formação médica, da especialização em ortopedia e cirurgia do joelho, concluiu doutorado pela FMRP-USP sob orientação do renomado professor-doutor Mauricio Kfuri

“A indústria do mundo esportivo acaba por pressionar e, eventualmente, financiar pesquisas que podem levar a tratamentos mais eficazes para as diversas lesões do esporte. O resultado destas pesquisas é frequentemente extrapolado para a medicina não esportiva também, favorecendo as pessoas em geral.”

“A indústria do mundo esportivo acaba por pressionar e, eventualmente, financiar pesquisas que podem levar a tratamentos mais eficazes para as diversas lesões do esporte. O resultado destas pesquisas é frequentemente extrapolado para a medicina não esportiva também, favorecendo as pessoas em geral.”

FOCO NA EFICÁCIA DO TRATAMENTO

Segundo Dr. Paulo, a relação entre medicina esportiva e medicina “convencional” se compara à existente entre o Circo da Fórmula 1 (F1) e a indústria automobilística tradicional. “Não é infrequente que a tecnologia desenvolvida inicialmente para melhorar o desempenho e a segurança nos carros de F1 seja utilizada, tempos depois, nos carros comuns.”

 Apesar de ter sua formação médica ligada à medicina esportiva, Dr. Paulo não abre mão do olhar crítico, tendo como principal objetivo, sempre, o compromisso com o rigor científico e a eficácia dos tratamentos. “É importante salientar que a pressão exercida para a obtenção de alto desempenho nos atletas profissionais de ponta pode levar ao uso indiscriminado e imprudente de tratamentos ainda não respaldados pela ciência.”

 Ele explica que houve casos de “pacientes não atletas” lhe pedirem para serem submetidos a tratamentos cuja eficácia ainda não havia sido cientificamente comprovada. Os pedidos geralmente se devem a divulgações, na imprensa, sobre o uso de tais tratamentos em atletas famosos. “Contudo, não é infrequente que estes tratamentos caiam no esquecimento por falta de eficiência ou que sejam relacionados a algum efeito colateral deletério. Ou seja, o fato de um atleta divulgar que se tratou de uma forma ou outra não respalda o tratamento. Quem o respalda é o processo científico responsável e sério.”

ALÉM DE CIÊNCIA, BOM SENSO

A audácia e a coragem associadas ao esporte também valem para a medicina esportiva, mas precisam respeitar o conhecimento consagrado e o bom senso. Um exemplo nesse sentido é dado pelo próprio Dr. Paulo. “Tenho um paciente na casa dos 70 e poucos anos, que joga tênis e futebol, mas que rompeu o ligamento cruzado anterior (LCA). A primeira opção de tratamento que passa pela cabeça numa situação como essa é não operar. De fato, não é usual reconstruir o LCA de um paciente com esta idade. Mas este, em particular, era muito ativo e a expectativa de não mais poder jogar devido a sua lesão o estava deixando deprimido.”

 Nesse contexto, o histórico do Dr. Paulo de profundo conhecimento de técnicas de reconstrução de LCA, combinado à sua capacidade de se colocar no lugar do paciente e compreender que a impossibilidade de praticar esportes poderia trazer outros problemas de saúde de ordem psicológica, levou-o a optar pelo tratamento menos usual. “Propus a cirurgia de reconstrução de LCA ao paciente e ele aceitou. Operei-o em março de 2019. Em dezembro do mesmo ano, ele finalizou a reabilitação e retornou ao tênis em janeiro de 2020. Está muito feliz e eu também. Ajudar um paciente a fazer o que gosta é a maior recompensa que recebo.”

 Segundo Dr. Paulo, “ver um atleta de ponta retornar ao esporte e ganhar competições é muito recompensador, mas não mais do que devolver a alguém a alegria de poder fazer o que gosta, mesmo que de forma amadora”.

“Operei-o em março de 2019. Em dezembro do mesmo ano, ele finalizou a reabilitação e retornou ao tênis em janeiro de 2020. Está muito feliz e eu também. Ajudar um paciente a fazer o que gosta é a maior recompensa que recebo.”

“A indústria do mundo esportivo acaba por pressionar e, eventualmente, financiar pesquisas que podem levar a tratamentos mais eficazes para as diversas lesões do esporte. O resultado destas pesquisas é frequentemente extrapolado para a medicina não esportiva também, favorecendo as pessoas em geral.”

“A ortopedia tem uma relação natural com o esporte, em razão do desgaste e dos traumas associadas à prática esportiva. Especificamente no meu caso, o gosto que sempre tive por inúmeras modalidades esportivas, não apenas como espectador, mas como praticante, contribuiu diretamente para que eu escolhesse me especializar em ortopedia”, explica Dr. Paulo Henrique Araujo. Segundo ele, a possibilidade de combinar medicina e esporte ficou mais clara, aos seus olhos, no período em que presidiu a Associação Atlética Acadêmica Rocha Lima (AAARL) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP) em 1995.

Assim, quando teve a oportunidade de estagiar no exterior, não teve dúvida: procurou algo relacionado à medicina esportiva. Dessa forma, passou um bom período vivendo, estudando, aprendendo e trabalhando em um dos principais centros de medicina esportiva do mundo, a Universidade de Pittsburgh (Pitt) e sob a orientação de um dos maiores nomes da cirurgia de joelho do planeta, Dr. Freddie Fu, médico sino-americano que cuida do joelho do astro do futebol mundial Zlatan Ibrahimovic. Dr. Paulo foi assistente direto do Dr. Fu e participou da produção de vários estudos e artigos científicos sobre cirurgia do joelho.

“As pesquisas em medicina esportiva são fomentadas pela necessidade de desempenho dos atletas de alta performance. A indústria do mundo esportivo acaba por pressionar e, eventualmente, financiar pesquisas que podem levar a tratamentos mais eficazes para as diversas lesões do esporte. O resultado destas pesquisas é frequentemente extrapolado para a medicina não esportiva também, favorecendo as pessoas em geral”, explica Dr. Paulo que, além da formação médica, da especialização em ortopedia e cirurgia do joelho, concluiu doutorado pela FMRP-USP sob orientação do renomado professor-doutor Mauricio Kfuri

“A indústria do mundo esportivo acaba por pressionar e, eventualmente, financiar pesquisas que podem levar a tratamentos mais eficazes para as diversas lesões do esporte. O resultado destas pesquisas é frequentemente extrapolado para a medicina não esportiva também, favorecendo as pessoas em geral.”

FOCO NA EFICÁCIA DO TRATAMENTO

Segundo Dr. Paulo, a relação entre medicina esportiva e medicina “convencional” se compara à existente entre o Circo da Fórmula 1 (F1) e a indústria automobilística tradicional. “Não é infrequente que a tecnologia desenvolvida inicialmente para melhorar o desempenho e a segurança nos carros de F1 seja utilizada, tempos depois, nos carros comuns.”

 Apesar de ter sua formação médica ligada à medicina esportiva, Dr. Paulo não abre mão do olhar crítico, tendo como principal objetivo, sempre, o compromisso com o rigor científico e a eficácia dos tratamentos. “É importante salientar que a pressão exercida para a obtenção de alto desempenho nos atletas profissionais de ponta pode levar ao uso indiscriminado e imprudente de tratamentos ainda não respaldados pela ciência.”

 Ele explica que houve casos de “pacientes não atletas” lhe pedirem para serem submetidos a tratamentos cuja eficácia ainda não havia sido cientificamente comprovada. Os pedidos geralmente se devem a divulgações, na imprensa, sobre o uso de tais tratamentos em atletas famosos. “Contudo, não é infrequente que estes tratamentos caiam no esquecimento por falta de eficiência ou que sejam relacionados a algum efeito colateral deletério. Ou seja, o fato de um atleta divulgar que se tratou de uma forma ou outra não respalda o tratamento. Quem o respalda é o processo científico responsável e sério.”

“Operei-o em março de 2019. Em dezembro do mesmo ano, ele finalizou a reabilitação e retornou ao tênis em janeiro de 2020. Está muito feliz e eu também. Ajudar um paciente a fazer o que gosta é a maior recompensa que recebo.”

ALÉM DE CIÊNCIA, BOM SENSO

A audácia e a coragem associadas ao esporte também valem para a medicina esportiva, mas precisam respeitar o conhecimento consagrado e o bom senso. Um exemplo nesse sentido é dado pelo próprio Dr. Paulo. “Tenho um paciente na casa dos 70 e poucos anos, que joga tênis e futebol, mas que rompeu o ligamento cruzado anterior (LCA). A primeira opção de tratamento que passa pela cabeça numa situação como essa é não operar. De fato, não é usual reconstruir o LCA de um paciente com esta idade. Mas este, em particular, era muito ativo e a expectativa de não mais poder jogar devido a sua lesão o estava deixando deprimido.”

 Nesse contexto, o histórico do Dr. Paulo de profundo conhecimento de técnicas de reconstrução de LCA, combinado à sua capacidade de se colocar no lugar do paciente e compreender que a impossibilidade de praticar esportes poderia trazer outros problemas de saúde de ordem psicológica, levou-o a optar pelo tratamento menos usual. “Propus a cirurgia de reconstrução de LCA ao paciente e ele aceitou. Operei-o em março de 2019. Em dezembro do mesmo ano, ele finalizou a reabilitação e retornou ao tênis em janeiro de 2020. Está muito feliz e eu também. Ajudar um paciente a fazer o que gosta é a maior recompensa que recebo.”

 Segundo Dr. Paulo, “ver um atleta de ponta retornar ao esporte e ganhar competições é muito recompensador, mas não mais do que devolver a alguém a alegria de poder fazer o que gosta, mesmo que de forma amadora”.