Ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA), do ligamento colateral lateral e do tendão bíceps femoral… “Lembro de ver o Dr. Paulo impressionado com o fato de, durante a consulta, eu ter conseguido dobrar uma perna sobre a outra e de estar andando normalmente sem tomar nenhuma medicação”

Ao subir ao pódio na disputa do Centro-Oeste Brasileiro de Jiu-Jitsu, em Goiânia (GO), em novembro de 2020, Andrétt Costa sabia que seu joelho esquerdo estava lesionado, mas não imaginava a gravidade da lesão. Pensou que se resolveria, paulatinamente, pegando mais leve nos treinos. Afinal, ele tinha se lesionado no correr da competição e, apesar do incômodo e da instabilidade no joelho, seguiu lutando. Baseava-se na dor, que era perfeitamente suportável. Mesmo no dia seguinte, com o joelho exageradamente inchado, continuou pensando assim, porque a dor era leve.

Andrétt Costa com o bronze conquistado na competição em que se lesionou.

Andrétt Costa com o bronze conquistado na competição em que se lesionou.

Retornou a Brasília, onde mora e trabalha como personal trainer e gestor de academia. Profissional de educação física, Andrétt pratica jiu-jitsu há 20 anos. O faixa-preta também pratica musculação, calistenia e skate. Toda essa preparação ajuda a explicar porque, apesar do desmesurado inchaço do joelho, quase não sentia dor. A musculatura em dia — além, é claro, da natural resistência à dor — contribuía para que a gravidade da lesão se manifestasse de forma amena.

Mas, além do inchaço, incomodava Andrétt a instabilidade persistente do joelho. Resolveu procurar atendimento médico, submeteu-se aos exames e o diagnóstico saiu: ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA), do ligamento colateral lateral e do tendão bíceps femoral (posterior da coxa)… Sem dúvida, uma gravíssima lesão. “Procurei médicos experientes, mas não gostei dos prognósticos que recebi. Receei não me recuperar como gostaria e esse talvez tenha sido o momento mais difícil, psicologicamente falando, para mim”, explica.

A consulta com Dr. Paulo

Por indicação, Andrétt chegou ao Dr. Paulo. “Tive uma tremenda sorte, porque a secretária me disse que havia um encaixe para o dia seguinte. Cheguei para a consulta com o laudo e todos os exames de imagem. Isso foi numa sexta-feira. Dr. Paulo foi me buscar na recepção do COB [Centro de Ortopedia e Traumatologia de Brasília], o que me causou uma ótima impressão.” Antes de ver os exames, Andrétt conta que o Dr. o entrevistou, perguntou sobre as circunstâncias da lesão, sobre seu histórico médico, sobre seus hábitos, hobbies… Depois, olhou os exames de imagem em detalhe, um a um, fez a manipulação do joelho e, por fim, consultou o laudo.

“Lembro de vê-lo impressionado com o fato de, durante a consulta, eu ter conseguido dobrar uma perna sobre a outra e de estar andando normalmente sem tomar nenhuma medicação.” Claramente, era caso cirúrgico, mas, diferentemente das outras consultas, os prognósticos não eram trágicos. Havia saída e dependeria de todos os envolvidos: paciente, médico e fisioterapeuta.

Para realizar a cirurgia, Dr. Paulo queria usar o “mínimo de recurso” — aproveitando ao máximo a estrutura do joelho ainda preservada — e, para isso, precisava fazer o procedimento o quanto antes. “Na sexta, me consultei e, na segunda, a cirurgia estava marcada para o dia seguinte, terça de manhã. Eu estava muito confiante. Na quarta-feira de manhã, tive alta.”

A recuperação de Andrétt

Andrétt conta que, antes, porém, Dr. Paulo passou o passo a passo da reabilitação para aquele primeiro momento, já incluindo a fisioterapia. “Comecei com o fisioterapeuta, Diogo [Andrade], na sexta. Sua clínica fica em Águas Claras, bem perto de casa. Ficou fácil, para mim, frequentar assiduamente a fisioterapia.” Andrétt reconhece que a recuperação física — o trabalho fisioterápico, sobretudo — é, do ponto de vista das dores, a fase mais desafiadora, mas a maior barreira psicológica já tinha sido vencida e não lhe faltava o mais importante: a esperança. Daí para frente, era só trabalhar.

A primeira semana de pós-operatório foi a mais difícil. O banho era um desafio e tanto. Nessa época, Andrétt precisou da ajuda dos pais. “Em toda a fisioterapia, eu me tratei de domingo a domingo. Quando não ía à clínica do Diogo, fazia a ‘lição de casa’: comecei a entrar na piscina aos poucos e me exercitava em casa. Para evitar a fibrose, comprei um equipamento que me permitia fazer, a um só tempo, gelo e compressão. Eu usava após as manipulações e acelerou minha recuperação. Antes de 40 dias, estava sem muletas.”

Com 60 dias de reabilitação, Andrétt Costa conseguiu zerar o ângulo de flexão da perna

Com 60 dias de reabilitação, Andrétt Costa conseguiu zerar o ângulo de flexão da perna lesionada.

Andrétt se orgulha de sua dedicação, lembra das palavras de Diogo, que lhe disse que era a primeira vez que lhe chegava alguém com lesão tão séria e com uma recuperação tão rápida. “Eu ia postando minha evolução no Instagram e as pessoas ficavam impressionadas. Meus clientes se animavam. Estava servindo de exemplo para eles. Em três meses, já estava fazendo propriocepção [exercícios usando o peso do próprio corpo] e gestos do jiu, além de agachar na piscina. ‘Zerei’ o ângulo de flexão 60 dias após a cirurgia. Eu avançava com segurança e era monitorado pelos doutores.”

O educador físico conseguiu reduzir o tempo de recuperação significativamente. Por exemplo, voltou a correr quatro meses depois da lesão. “O próprio Dr. Paulo me permitiu voltar a correr devagar, porque eu ainda tinha fibroses no joelho e a corrida me ajudaria a desfazê-las.” Ao mesmo tempo, acompanhado por Diogo, fazia fortalecimento na academia. “No dia 28 de abril, fui liberado para voltar a treinar jiu-jitsu, mas tive que me comprometer com Dr. Paulo que seria apenas de forma leve, sem intensidade e que ficaria longe de competições.”

Fazendo da esperança, certeza

Andrétt confessa que, em junho, em nova consulta, tentou convencer Dr. Paulo que poderia aumentar um pouco a intensidade e voltar às competições em julho, mas não conseguiu. “Ele disse que, antes, eu tenho de corrigir a assimetria da coxa e dar tempo para a maturação dos enxertos, o que deve acontecer em setembro, quando completo nove meses de cirurgia”.

Dr. Paulo explica que uma jornada que envolveu tanto empenho não pode se perder por alguns meses negligenciados pela ansiedade. “Pacientes-atletas são ótimos, porque, geralmente, têm uma grande disciplina para seguir o tratamento. A razão, claro, é a esperança de voltar a fazer o que ama. O problema é quando essa esperança vira ansiedade. Nem sempre é possível impedir que o paciente se aventure, mas, pelo histórico como profissional de educação física, Andrétt sabe a importância de esperar para voltar com o máximo de segurança. Sua recuperação já é um exemplo e, graças à dedicação dele, está acontecendo no menor tempo possível.”